Jardim de Luís de Camões

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Àrea : Macau
Endereço: Praça de Luís de Camões de Macau
Horário de funcionamento: 6:00-24:00
Telefone: 2833 7676
Tarifa: Gratuita
Transporte : Posto de informação dos Autocarros Públicos
Instalações: biblioteca, instalações de diversão infantil, instalações para manutenção física, sanitário público
Introdução:

O Jardim de Luís de Camões situa-se na Praça de Luís de Camões junto à Igreja de Santo António e é um dos jardins mais antigos de Macau. O Jardim de Luís de Camões foi criado em meados do século XVIII, como jardim anexo à mansão de um rico comerciante português, tendo sido, anos mais tarde, arrendado à Companhia Britânica da Índia Oriental, que instalou a sua sede no palacete. No jardim, existe um busto de bronze do maior poeta português Luís Vaz de Camões dentro de uma gruta constituída por 3 grandes rochedos facetados. Este busto de 1866, é da autoria do escultor Manuel Maria Bordalo Pinheiro. No pedestal estão gravadas as estâncias I, II e III do Canto I dos «Lusíadas» e na parte de trás a sua tradução em chinês. Em 1885, a propriedade foi vendida ao Governo de Macau e transformada num jardim público. Em 1920, a casa senhorial foi transformada no Museu Luís de Camões, que por sua vez foi vendida, em 1989, à Fundação Oriente para a sua sede.
O jardim tem  à entrada vê-se no fundo a escultura – «Abraço» – de Irene Vilar instalada na parte central da fonte, concluída em 1996. Em redor desta escultura, e ao longo da escadaria que nos leva à Gruta de Camões, deparamo-nos com painéis em calçada à portuguesa, alusivos aos cantos de «Os Lusíadas». Estes desenhos foram adaptados por Jorge Estrela com base em desenhos do mestre Lima de Freitas.  O miradouro no ponto mais alto do jardim foi construído em 1787, por Monsenhor Jean François de Galaup, Conde de la Perouse, um geógrafo e explorador francês, para procederem a investigações astronómicas, durante o tempo em que os seus navios permaneceram na ilha da Taipa.
Na parte norte do jardim existe uma cascata artificial que aproveita dois blocos de granito naturais sobreposto um sobre o outro. Mais abaixo, está a estátua de St. André Kim Taegon (1821-1846), o primeiro mártir coreano que estudou em Macau entre 1837 e 1842, oferecida pela Conferência Episcopal da Coreia à Diocese de Macau, em 1986.
Dentro dos muros e no centro do espaço aberto do jardim, existe uma “árvore esquisita” com 5 diferentes tipos de folhas. Na realidade, é um falso diospireiro (litsea monopetala), tendo no seu tronco figueiras chorão e árvores de pagode (ficus benjamim e ficus microcarpa), formando assim 3 tipos de plantas numa só árvore. É considerado o tronco com a maior variedade de plantas em Macau.
O Jardim de Luís de Camões situa-se na colina que é também conhecida por «Colina da Fénix», devido às acácias rubras (delonix regia) que existem naquele local desde a Dinastia Qing que brotam flores vermelhas incandescentes na primavera e verão, tornando o jardim mais belo.
O Jardim de Luís de Camões não só possui um significado histórico, como também possui beleza, exotismo e tranquilidade, sendo um local de visita obrigatória para qualquer turista.

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